
“De bicicleta sob o sol da Toscana”
“Uma fantástica pedalada de charme requinte e puro ciclo turismo pelas” Terras de Siena “, uma das regiões mais bonitas da Toscana, na Itália”.
Toscana é uma região da Itália central com cerca de 3,5 milhões de habitantes, uma das maiores regiões italianas em território e número de habitantes, tem como capital a cidade de Florença.
Famosa por seus vinhos e de um queijo que oferece uma variedade de sabores e texturas é maravilhosa para se pedalar, com um relevo recortado por uma sucessão de colinas suaves, e as paisagens toscanas, a natureza transformada sempre com um sentido latente do belo. Os vinhedos dos Monti del Chianti, de Monterregioni, de Montalcino (pátria do incensado Brunello), ou de Montepulciano. Na Toscana, falar de um vinho é falar também dos pratos que com ele combinam.
A Toscana reserva belezas a cada época do ano. No verão e na primavera, a profusão de tons avermelhados marca o cenário. Na verdade, na Toscana "não tem tempo ruim". Isso não deve ser lido ao pé da letra (chuvas e trovoadas podem pipocar em qualquer canto), mas, sim, pelo prisma de lugar aberto, generoso, cativante.
São sete dias de pedaladas inesquecíveis, por um tradicional caminho de cicloturismo italiano conhecido como “L'eróica”, um caminho todo sinalizado para os ciclistas que começa e termina em Gaioli in Chianti, que se desenvolve por estradinhas típicas da Toscana, por caminhos de terra branca. Um roteiro de 300 quilômetros no coração das Terras de Siena, atravessando o Chianti, uma região conhecida como por seus ótimos vinhos, as Crete e o Vale de Orcia, realizando uma viagem pela essência artística e da legendária paisagem da Toscana.
Na Toscana, é quase impossível viajar com uma programação exata e preconcebida, durante o trajeto novidades inesperadas podem acontecer e fazer com que alteremos um pouco nosso programa. Ao contrário, são o prazer e a surpresa que regem um roteiro pela região conhecida não só por sua magnífica paisagem, mas também pela excelente gastronomia. Uma viagem de puro ciclo turismo, talvez a forma mais livre para se viajar.
Programa:
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12/jun |
sab |
Transfer de Bolonha para Gaioli in Chianti |
KM |
1º dia |
13/jun |
dom |
Gaioli in Chianti a Siena |
50 |
2º dia |
14/jun |
seg |
Siena a Buonconvento |
40 |
3º dia |
15/jun |
ter |
Buonconvento a Montalcino |
24 |
4º dia |
16/jun |
qua |
Montalcino a Montisi |
45 |
5º dia |
17/jun |
qui |
Montisi a Monteroni d'Arbia |
53 |
6º dia |
18/jun |
sex |
Monteroni d'Arbia a Castelnuovo Berardenga |
42 |
7º dia |
19/jun |
sáb |
Castelnuovo Berardenga a Gaioli in Chianti |
30 |
8º dia |
20/jun |
dom |
Transfer para Bolonha |
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Valor: 1600 euros
Inclui: Traslado aeroporto de Bolonha (ida e volta – na data determinada pela organização). Hospedagem em apartamento duplo, café da manhã, transporte da bagagem dia a dia, guia especializado (Paulo de Tarso – o mais experiente guia de cicloturismo do Brasil), assistência mecânica, telefone 24 hs por dia para emergência
Não inclui: passagem aérea, refeições, seguro e nada que não esteja mencionado no programa.
Opcional: Consultar.
- Aluguel de bicicleta
- Hospedagem single.
Características Técnicas do trajeto:
- Duração: 8 noites e 7 dias de pedaladas.
- Distância: 300 km .
- Tipo do caminho: Estradas secundárias de asfalto e terra batida quase que um asfalto.
- Bicicleta ideal: Híbrida ou mountain bike.
- Ponto de saída e chegada: Gaioli in Chianti
- Hospedagem: Hotéis de Charme.
- Desnível total: aproximadamente 4500 m.
- Dificuldade: média, para quem está acostumado a pedalar distâncias em torno de 40 quilômetros por dia em todo o tipo de terreno, com subidas.
- Grupo: mínimo de 4 pessoas.
1º dia – Gaioli in Chitanti até Siena – 50 km
O início de nossa pedalada é na pequenina Gaioli in Chianti, onde vamos ficar hospedados em um gostoso hotel.
A primeira parte do trajeto nada plano segue todo por estradinhas secundárias, na maioria de “terra branca” como são chamadas as estradinhas de terra da região, devido sua cor alternada com pequenas e sinuosas estradinhas asfaltadas, que não violentam a topografia , mas se ajustam docilmente a seus contornos, serpenteia entre os vinhedos carregados de história, até chegar a muralhas de Siena. O ponto alto do dia é chegar de bike à bela e luminosa Piazza del Campo, em Siena, a praça principal, em forma de meia-lua, ponto de encontro da população e turistas dessa cidade que ainda guarda muitas lembranças medievais. Ali se encontra o Pallazzo Público do século XIV (prefeitura), e onde se encontram os afrescos de Simone Martini e Abrogio Lorenzetti e relevos da Fuente Gaia de Kacopo della Quercia, nomes de extrema importância na história artística italiana. Tem também a Torre Del Mangio que é a segunda mais alta torre medieval da Itália, onde é visita mais do que obrigatória.
Na Pizza Del Campo é realizado um belíssimo espetáculo, desde 1644, realizada duas vezes ao ano, sempre nos dia 2 Julho e 16 Agosto, em homenagem a Nossa Senhora, a corridas de cavalos chamada de Palio di Siena, onde dezessete bairros participam desta corrida, que desfilam pela praça com trajes tradicionais medievais.
2º dia – Siena a Buonconvento – 40 km

Em Siena, nossa segunda paragem, merece ao menos meio dia para ser apreciada, antes de seguir rumo a Buonconvento, nosso próximo destino, fazemos de bicicleta um City Tour pelas apertadas e histórica ruas de Siena.Segundo a mitologia romana a cidade foi fundada por Sénio, filho de Remo, da famosa lenda dos irmãos Rômulo e Remo que foram amamentados pela loba. Novamente nossa pedalada segue em grande parte por caminhos de terras brancas, ornadas por ciprestes, entrando em uns mundos mágicos, feitos de grandes espaços e horizontes ondulados.Lugares, momentos e atmosferas, alternando-se com harmonia. Estradinhas que nos levam a descobrir pequenos povoados medievais e vinhedos, bosques e Olivares, campos e antigas praças.
Após 40 quilômetros chegamos a Buonconvento, um pequeno povoado com pouco mais de 3 mil habitantes, onde o meio de transporte principal do pequeno burgo é a bicicleta. Em Buonconvento vamos ter o prazer de saborear a verdadeira macarronada italiana. Um dia inesquecível!
3º dia – Buonconvento a Montalcino – 24 km

Talvez o dia mais difícil de toda a viagem, pois todo o trajeto é subindo. Antes de atravessarmos o rio Ombrone, visitamos um pequeno castelo no caminho, cruzamos as vias da linha do “Trenó Natura”, e subimos por um caminho de terra branca de Castiglion Del Bosco, que nos leva até a espetacular altura de MONTALCINO, perto do Passo Del Lume Spento, o poeta italiano Alonso Gatto, definiu como “janela para o apocalipse”. Após a pedalada, almoçamos em um requintado restaurante e no fim da tarde visitamos uma vinícola de uns amigos , onde vamos ter a oportunidade de conhecer um pouco mais da história dos Brunellos de Montalcino e degustar essa saborosa especiaria.
Montalcino está situada no topo de uma colina a 570 metros de altitude forrada de vinhedos e oliveiras. Graças à localização, ao clima e ao solo, é o lugar ideal para a plantação da uva Sangiovese, a única usada na produção do Brunello, o vinho italiano mais famoso e apreciado no mundo. A maioria dos 200 produtores do vinho abre as adegas para o público, com degustação e venda o ano todo.
O antigo centro de Montalcino reflete o seu valioso e tumultuoso passado, com seu palácio, um belo exemplo de arquitetura militar do século XIV, que foi refúgio dos membros do governo da República de Siena, quando aquela cidade foi tomada por Carlos Quinto em 1555. Construída no século XII sobre as ruínas de uma igreja que Carlos Magno terá fundado no século VIII, a abadia Sant'Atimo aparece por entre colinas plantadas com vinhas e ciprestes. A sua igreja romana é uma das mais belas da Toscana. Dica perfeita para uma parada prolongada, após a pedalada é parar em frente a Praça Garibaldi, visitar a Enoteca dos Produtores de Montalcino e depois se entregar aos mais belos vinhos Brunellos no Le Potazzine, acompanhado é claro de uma bela pasta.
4º dia – Montalcino a Montisi – 45 km .

Depois de apreciar o que há de mais significativo na região descemos a colina, rumo a Montisi, entre os nobres vinhedos de Brunello, até o ponto do Vale de Orcia onde se funde com o Vale de Asso. Perto de Torrenieri, abandonamos o asfalto para transitar pelo caminho de Cosoana, um dos traçados de terra branca mais belos da Toscana. O grande trunfo do dia é à chegada ao povoado medieval de Lucignano d'Asso, onde faremos uma parada dos sonhos, em uma “venda” típica italiana, sendo atendidos por um simpático casal de “velhinhos” que nos preparam uma saborosa mesa com queijos, presuntos, mortadelas, tomates, frutas e vinhos. Após tanta comida, para não acumular pneuzinhos seguimos pedalando antes de regressar pelo fundo do Vale de Asso, e fazer uma subida a San Giovanni d'Asso, pátria da trufa, o ouro branco de Crete. Ali desviamos a rota até Montisi, provalvelmente sob a luz de fim de tarde, clara,quase dourada, que incidia sobre o cenário que passava em meio a campos de oliveiras.
Em Montisi em meio a seu casario medieval, tem se a impressão de que o tempo não passou, as ruas se estreitam, e o clima ganha em magia. As casas de terracota desbotada, os becos, e nós ciclistas deslizando pelas ruas em mais um dia inesquecível.
5º dia – Montisi a Monteroni d'arbia - 53 km

No quinto dia, a viagem segue deslizando sobre duas rodas rumo a Monteroni d'arbia, em meio a bosques de ciprestes que se intercalam com colinas suaves e vilarejos tirados de filmes. Antes de seguir pela rota L'Eroica desviamos o caminho e visitamos Pienza, uma adorável cidadezinha construída no século XV por ordem do papa Pio II para se tornar um modelo de planejamento urbano renascentista. Cafés, bares, restaurantes e lojas se espalham pela cidade e convivem em harmonia com monumentos históricos e sagrados. Almoçamos lá e depois seguimos a pedalada pelas encantadoras estradas onde o equilíbrio e elegância são as palavras que o cenário sugere, qualquer paisagem, som, movimento ou cheiro é um bom motivo para a parada. As casas, de pedra ou alvenaria, sem pintura, dão idéia de simplicidade. Parecem ter brotado do solo de tão integradas ao lugar.E em uma dessa paradas, em uma dessas casas de pedra outro momento ficou marcado em nossa viagem. A vantagem de estar viajando de bicicleta é que é que tudo é feito sem correria, sem pressa, aproveitando o momento.
Chegamos novamente em Buoncovento, através do caminho de terra branca, cruzamos a Via Cássia e chegamos em Monteroni d'arbia, nosso destino final.
6º dia – Monteroni d'arbia a Castelnuovo Beradenga – 42 km

Depois de um breve trecho seguindo as ruelas da Via Francigena, voltamos para a magia de Crete, percorrendo os caminhos de terra branca, cortando plantações e passando por pequenos vilarejos que vão nos deixar belas recordações. Como caminho de Montauto e o extraordinário caminho de Monte Sante Marie. Em Asciano uma curta parada antes de iniciar o duro trecho pela crosta das colinas onduladas que separam o oceano da terra de Crete e dos verdes bosques de Val di Merse. Murlo, e as ruelas da civilização etrusca são uma etapa importante e agradável neste trecho da viagem. Em Castelnuovo Beradenga retornamos a zona do Chianti.
7º dia - Castelnuovo Beradenga a Gaioli in Chianti – 30 km

A viagem está próxima do seu fim. Trigos, olivais, moinhos estendem-se até o horizonte e voltam a dar lugar a vinhedos e bodegas de vinhos. Essa parte final do “Heróico” itinerário transcorre entre pequenas igrejas e fazendas agrícolas, ao longo da estrada de Vagliagli. Desviamos pelo caminho dos castelos de Chianti e fazemos um requintado almoço de despedida, no Castelo de Brólio, a sugestão é um prato perfumado de pasta com funghi e um copo de robusto chianti. Deixarmos o selim, após 300 quilômetros pedalados no total e 30 quilômetros no último dia, no ponto onde começamos a ciclo viagem, pela Rota L'Eroica, em Gaioli in Chiantiem quem sabe ser recebido com uma bandeja recheada de taças com vinho do Chianti, o golpe final nos encantos toscanos.
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